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João Moreira de Sá
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Ruy Barros

Nascido em meados do século passado… mais concretamente durante a década de 70, pouco se sabe sobre a vida deste aquariano.
Sabe-se no entanto que, poucas horas após o seu nascimento, Ruy Barros teve o seu primeiro momento de “celebridade involuntária”, quando os seus pais, temendo que o filho recém-nascido não sobrevivesse, entraram de rompante por uma Igreja dentro com a criança nos braços. Nessa altura decorria uma missa que teve de ser interrompida, para que o padre baptizasse, às pressas, a criança… o infante sobreviveu!
Meia dúzia de anos mais tarde, Ruy Barros teve o seu segundo momento de “celebridade involuntária” quando, no seu primeiro dias de aulas de sempre, entrou na sala errada… apesar das risadas dos colegas, e principalmente da Professora, a criança também sobreviveu a isso.
Assim que aprendeu a ler, Ruy Barros virou-se para os grandes clássicos literários da altura, obras impares como: “Pato Donald no Poço da Morte” ou “Mickey em Busca do Queijo Perdido”.
Enquanto crescia, o pequeno Ruy adquiriu uma curiosa capacidade: durante as refeições, ele conseguia comer, ler livros de BD, ver TV, e ignorar os avisos dos pais, principalmente do pai… tudo isto ao mesmo tempo.
A extraordinária capacidade de conseguir ignorar os outros, quando a conversa não lhe interessava, veio a tornar-se muito útil no futuro, principalmente durante as aulas de matemática.
Já na adolescência, Ruy Barros viveu o seu terceiro momento de “celebridade involuntária”, dentro de uma repleta sala de cinema. Foi aí que ele deu o seu primeiro beijo na boca a uma rapariga. Esse momento mágico, aconteceu precisamente na altura do intervalo do filme e quando as luzes se acenderam repentinamente, o jovem Ruy foi surpreendido com a sua língua enfiada dentro do nariz da rapariga, as gargalhadas vindas de toda a sala foram inevitáveis… por pouco ele não sobrevivia a isso.
Depois disso, e durante muitos anos, perdeu-se o rasto de Ruy Barros.
Sabe-se agora que ele viveu há uns anos atrás, o seu momento de “celebridade involuntária” número quatro. Esse episódio aconteceu quando ele, farto do emprego, resolveu escrever uma carta de demissão. Os patrões quando leram a carta, acharam-na tão engraçada que, pensando tratar-se de uma brincadeira, resolveram publicá-la na Internet.
Actualmente, Ruy Barros pode ser encontrado em http://doadordehistorias.blogspot.com onde desde 2004, tem vindo a escrever “cartas de demissão”.